Breve histórico da Imprensa

Prédio da Imprensa na época de sua inauguração.

Prédio da Imprensa na época de sua inauguração.

A Imprensa antiga
A história da Imprensa Universitária começa no dia 6 de abril de 1956, quando o Conselho Universitário autoriza a aquisição da Tipografia Lusitana pelo então Reitor Antônio Martins Filho.

A gráfica funcionou inicialmente no mesmo prédio da Tipografia Lusitana, na rua Major Facundo, 96, transferindo-se posteriormente para a antiga garagem existente na sede da Reitoria, precisamente onde hoje se localiza o Auditório Castello Branco. Dali mudou-se para o bloco em frente (hoje Cetrede), com instalações mais adequadas. Logo, a recém criada Imprensa, assumia um duplo papel: transforma-se na principal ferramenta de comunicação interna, com seus cartazes, avisos, fôlderes, ao mesmo tempo em que atua estrategicamente na difusão do conhecimento produzido pela recém-criada UFC.

No dia 25 de maio de 1967, em solenidade que contou com a participação das mais altas autoridades, foi inaugurada a sede própria da Imprensa Universitária, com uma área de 1.727 m2, com previsão para expansão. O projeto do prédio da Imprensa tem assinatura dos arquitetos José Liberal de Castro e Neudson Braga.
Na mesma ocasião, foi descerrada a placa de bronze na entrada do novo prédio, em homenagem ao mais entusiasta dos seus idealizadores, o Reitor Antônio Martins Filho, “tipógrafo aos 11 anos”.

A importância da Imprensa Universitária no cenário artístico literário do Ceará está intimamente ligada a nomes importantes das artes e da intelectualidade cearense que passaram por aqui, como Fran Martins, Andrade Furtado, Raimundo Girão, Moreira Campos, Eduardo Campos, Francisco Carvalho, entre outros.

A Imprensa hoje

Vista do predio da Imprensa vendo-se a fachada principal e a lateral direita., dias de hoje.

Prédio da Imprensa Universitária atualmente.

Além dos serviços relativos à produção de impressos e publicação de informativos, periódicos, revistas de trabalhos especializados e acadêmicos da Universidade Federal do Ceará, é também responsável pela edição de livros didáticos, científicos e literários, também re-editando obras culturais consideradas de grande significação, esgotadas, esquecidas ou ameaçadas de desaparecimento.

A Imprensa também produziu livros que foram utilizados no processo do Vestibular da UFC, nos anos em que havia o método tradicional de ingresso na Universidade Federal do Ceará.

Atualmente, a Imprensa atua em três áreas distintas: a impressão em off-set de livros periódicos e outros materiais de grande tiragem; a impressão digital (equivalente à gráfica rápida) para publicações de pequenas tiragens e material administrativo; e a edição e publicação eletrônica de e-books em PDF, vertente que teve início em 2015.

Um olhar sobre a modernização da Imprensa ao longo das suas gestões

Ao longo da sua história, a Imprensa Universitária tem se preocupado com a modernização do seu parque gráfico e da sua estrutura, visando a um alinhamento estratégico diante da sua missão institucional.
Na gestão de Anselmo Frazão (1965-1991), ressaltam-se a reorganização da estrutura física, com a inauguração do atual prédio, a aquisição de maquinário de última geração, como a linotype, destaque na produção de linhas tipográficas, e a contratação de novos servidores.

Já na administração do Prof. Geraldo Jesuíno da Costa (1991-2003), deve ser sublinhado o pioneirismo na informatização, com a aquisição dos primeiros computadores IBM e com a iniciação da computação gráfica.

Por sua vez, foi na gestão de Manoel Alves Filho (2007-2012) que se iniciou o processo de modernização tendo em vista a implantação de novas tecnologias, sistema Imageseter (geração de fotolitos  e posteriormente sistema CTP (gravação de chapas off set), a fim de atender a demandas cada vez maiores, em consonância com o rápido crescimento da UFC.

Na gestão atual, de Joaquim Melo de Albuquerque, iniciada em 2012, destaca-se a preocupação com o fortalecimento das mídias digitais e das publicações eletrônicas. Trabalha-se, ademais, na criação de um conselho editorial visando à definição de regras e a fixação de critérios para a seleção de obras, o que se relaciona à melhoria do conceito da UFC diante dos conselhos de avaliação em pesquisa, fundamental para o crescimento dos cursos e a melhoria do ensino.